Conheça Mato Grosso do Sul
Sobre o MS
Mato Grosso do Sul foi criado em 11 de outubro de 1977, após a divisão do estado de Mato Grosso. O estado tem uma natureza rica e uma história marcada pela presença dos povos indígenas, pela chegada dos colonizadores em busca de ouro e pela influência dos países vizinhos.
Localizado na região Centro-Oeste do Brasil, Mato Grosso do Sul faz divisa com os estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso. Também faz fronteira com o Paraguai e a Bolívia. O estado é banhado pelas bacias dos rios Paraná e Paraguai e seus afluentes. A vegetação predominante é o Cerrado.
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O Pantanal é uma das maiores planícies alagáveis do mundo, com cerca de 140 mil km². Aproximadamente 65% do Pantanal está em Mato Grosso do Sul. A região tem grande diversidade de animais e plantas e recebe influência dos biomas Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica. Em 2000, a UNESCO reconheceu o Pantanal como Reserva da Biosfera por sua importância ambiental.
A cultura de Mato Grosso do Sul também é marcada pela tradição agropecuária e pela influência dos povos indígenas e dos países vizinhos. A culinária inclui pratos com peixes, churrasco com mandioca, tereré e doces feitos com frutas da região. Da cultura paraguaia, destacam-se a chipa, a saltenha, a sopa paraguaia e o locro. No artesanato, a cultura indígena aparece em peças rústicas e originais.
Esse conjunto de natureza, história e cultura está presente nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e pode ser conhecido em suas dez regiões turísticas.
Dicas ao Turista
Caso tenha deixado para finalizar seu roteiro no destino visitado, procure os Centros de Atendimento ao Turista.
Ao ser abordado por prestadores de serviços turísticos e se sentir pressionado ou molestado, procure:
Delegacia de Proteção ao Turista: (067) 3368 6144
Delegacia Virtual: pc.ms.gov.br
Procon Mato Grosso do Sul: LIGUE 151
AGEMS – Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de MS: agems.ms.gov.br | 0800 600 05 06.
Com a exposição ao sol, que pode causar insolação, andar nas trilhas e passeios somente acompanhado de guia local. Evitar tomar água dos rios, córregos e lagoas; não alimentar os animais e/ou aproximar-se muito deles. Uma certa distância é sempre recomendável em se tratando de animais selvagens, pois eventualmente eles podem representar perigo.
Recomendações: Passeios, em sua maioria são seguros até para as crianças, exceto as de colo e, em alguns casos, para visitantes com limitações físicas.
Ao adquirir um produto ou serviço turístico, peça sempre o contrato de prestação de serviços. Leia-o atentamente para certificar-se de que todas as cláusulas nele estabelecidas estão claras e para maior segurança, verifique se a empresa está cadastrada junto ao Ministério do Turismo:
Acesse: cadastur.turismo.gov.br
Clique em acessar sistema > Entrar como visitante > Consultar > Depois indique o Estado – Cidade – Atividades a Pesquisar.
Só assine o contrato se estiver de acordo com tudo o que nele está estabelecido. Isso vale para todos: agências de viagens, transportadoras turísticas, meios de hospedagem, organizadores de eventos e guias de turismo.
Viagens e excursões devem sempre ser organizadas e operadas por agências devidamente cadastradas. E é obrigatório o acompanhamento de um profissional – o guia de turismo, devidamente formado e também credenciado junto ao Ministério do Turismo.
O Guia de Turismo tem a obrigação de portar o crachá de identificação expedido pelo Ministério, em lugar visível, para que o turista possa identificar o seu nome, os idiomas que fala, a categoria em que está cadastrado e o prazo de validade de sua credencial.
A agência ou operadora deve cumprir a oferta publicitária (quando houver). Neste caso, guarde sempre todo o material promocional ou recorte de jornal que foram utilizados para promover a sua viagem ou excursão. Ele pode ser muito importante no caso de uma eventual reclamação ou ação contra a empresa.
As operadoras de mergulho oferecem roupas, nadadeiras, snorkel e máscara para os mergulhos de superfície e também alugam garrafas para mergulhadores autônomos
Para a realização dos mergulhos autônomos é obrigatório ter curso de mergulho.
Máquinas fotográficas, binóculos, mochilas pequenas, protetor solar, repelente de insetos, capa de chuva, calças compridas para passeios a cavalo, chapéus ou bonés, botas ou tênis, e roupas confortáveis para caminhadas e agasalhos para não ser surpreendido por uma queda brusca de temperatura.
É obrigatório estar munido de Autorização Ambiental para a prática dessa atividade, cujo formulário está disponível nas agências do Banco do Brasil no Estado, ou podem ser obtidos via internet através do site: imasul.ms.gov.br
Em Média: 30 ºC no verão e10° C no inverno.
Clima: Tropical semi – úmido (típico do pantanal).
Na região as estações do ano são bem definidas; isto é: no verão o clima costuma ser bem quente e no inverno muito frio.
É aconselhável vacinar-se contra a febre amarela 10 dias antes da viagem ao Pantanal.
As vacinas são fornecidas gratuitamente pela Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, nos Aeroportos (Guarulhos, Congonhas – SP, Campo Grande – MS, Rodoviária em Corumbá – MS) em postos de vacinação e nas divisas dos Estados de MT e MS.
Informações complementares
Artesanato
Uma das principais manifestações culturais da região é representada pelo artesanato feito da reciclagem do osso bovino, couro e restos de madeira, que busca alternativas produtivas, focadas na preservação ambiental e na criação de fonte de renda sustentável para a população mais carente da região.
Outra manifestação bem forte na região é a cerâmica confeccionada pelos índios Kadiwéu, conhecida internacionalmente como Cerâmica Kadiwéu. Produzem objetos utilitários e decorativos: potes, panelas, jarros, moringas, placas e animais. Nos utensílios usados para cozer alimentos não é prática aplicar decoração

O artesanato da região contempla peças feitas em cerâmicas, cestarias, argila, dentre outros. A qualidade do artesanato é excelente e a variedade de estilos impressiona. Nos municípios que compõem a região existem diversas associações e grupos familiares que produzem o artesanato, alguns com certificado de origem emitido por entidades competentes. O artesanato indígena também se apresenta na região principalmente por duas etnias, a Kadiwéu e a Terena.

A Costa Leste MS, como as demais regiões turísticas de MS possui expressões culturais marcantes através do artesanato. Técnicas tradicionais preservadas, algumas aprimoradas, em matérias-primas da região como madeiras, argila e fibras vegetais ganham forma nas mãos de artistas que traduzem o dia-a-dia das comunidades locais.
Em Três Lagoas temos como destaque as Gamelas em Madeira de Dona Ana Vitorino; a cerâmica artística de Edvaldo Márcio Vicente; o entalhe em madeira do Narciso; a Cestaria em Taboa de D. Maria do Rosário; e a tecelagem, tão bem representada pela família Nakamura e Dona Almerinda Melo.
Falar em artesanato em Aparecida do Taboado é falar da Cerâmica do Sr. Eurico Pimenta, que recebe os visitantes com muita simpatia em seu sítio. Outro destaque são os balaios e baús do Sr. Birer.
Em Bataguassu, na Nova Porto XV, a parada para comprar bichinhos do Pantanal é obrigatória, pois são dezenas de famílias que oferecem na beira da rodovia.

Artesanato Terra Cozida do Pantanal, cerâmicas moldadas em torno ou na mão, expressa as riquezas naturais da flora, fauna e a rotina do homem pantaneiro.
Arpeixe, mulheres pescadoras que descobrem uma nova oferenda dos peixes: o couro. E aprendem a transformar a pele de peixe em valiosos acessórios femininos feitos à mão.

Gastronomia
Os principais pratos que podem ser degustados na região são o Arroz Carreteiro, Sopa Paraguaia, Chipa, Churrasco, Licor e Palmito de Bacurí, Frango com Palmito de Bacurí, Doce de Jaracatiá, Locro, Escondidinho de Mandioca com Carne Seca, Mandioca, Maionese de Mandioca, Marmelada, dentre outros que representam a história de Bonito e Serra da Bodoquena em seus gostos e aromas.

O Sobá é um prato originário da Ilha de Okinawa no Japão. No Brasil, a cidade de Campo Grande/MS, foi a primeira cidade a dispor de restaurantes que servem sobás, trazidos por imigrantes originários da ilha, que chegaram à cidade em 1908. Atualmente está presente em outras cidades, mas é em Campo Grande onde mais se encontram restaurantes que servem o Sobá, que passou a ser oferecido também na Feira Central e acabou se tornando uma iguaria típica e tradicional da cidade. Por meio do Decreto Municipal N° 9.685, de 18 de julho de 2006, foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e adquiriu o status de bem cultural de natureza imaterial de Campo Grande.

Como em todo o Estado de Mato Grosso dos Sul, o churrasco é um dos principais pratos também na Costa Leste MS. Tão característico que todos os anos, durante a Festa do Peão em Aparecida do Taboado, o Taboadão, é realizado um campeonato de Churrasco que reúne gente de todo o país. Selvíria é outro município que possui uma competição do gênero. Em Santa Rita do Pardo o prato típico é a carne de sol, que possui inclusive uma grande festa onde são apresentadas as variedades feitas no município.

Com uma cultura diversificada, a culinária de Nova Andradina e região recebe influência dos diferentes povos que aqui se encontram. O preparo variado de peixes, o tradicional churrasco de carne bovina servido com mandioca, a vaca atolada, o puchero, são alguns dos pratos típicos saboreados em nossa região.

A gastronomia pantaneira possui um cardápio que sofreu influência de outros países sul-americanos. Destacamos os peixes Pacu, Pintado e o Dourado que podem ser fritos, cozidos ou assados além do caldo de piranha. O churrasco com mandioca e a carne seca, o Tereré (erva-mate servida gelada em chifre de boi), a chipa, a sopa paraguaia, a saltenha e a bocaiúva também fazem parte da rica gastronomia do Pantanal.

Na Rota Norte MS destacamos na culinária regional: a paçoca de carne seca, feita com carne-de-sol e farinha de mandioca socada no pilão, prato este, colocado em segundo lugar na “Feira Internacional I Salão de Turismo de Mato Grosso do Sul”; o empamonado, pirão de carne, perfumado com pimenta bodinho; churrasco com mandioca; arroz carreteiro com pequi, com guariroba; e variados pratos à base de peixe.

Pantanal
Na maior planície inundável do planeta, cenário de uma incrível biodiversidade, o Pantanal sul-mato-grossense é a combinação harmoniosa entre água, fauna, flora e gente.
Passear pelo Pantanal é uma aventura. Seja tocando uma comitiva, andando a cavalo ou de caminhonete 4×4 dentro d´água visitando regiões com muitas flores, vegetação exuberante e muita água, seja relaxando ao pôr-do-sol, refletido nas águas das lagoas e salinas, saboreando a deliciosa culinária pantaneira, com peixes, carne de gado ou carneiro e muitos doces locais.
É um paraíso para observadores e fotógrafos de fauna e flora, onde vivem cerca de 230 espécies de peixes, 650 de aves, 80 de mamíferos e 50 de répteis. A maioria das fazendas localizadas no Pantanal não só oferece boa infraestrutura e atendimento ao turista como também apresentam conscientização ecológica e manutenção da cultura pantaneira.
De barco, a cavalo ou a pé pelas campinas pantaneiras, você vai apreciar o voo das garças, tuiuiús e colhereiros, ver as cores das araras e dos tucanos, encantar-se com o andar dos cervos do pantanal, capivaras e ariranhas, escutar o sons dos bugios, admirar as sucuris e os jacarés e quem sabe ver uma onça-pintada em meios aos capões.
O Pantanal é hoje um dos destinos brasileiros mais procurados pelo turismo nacional e internacional. Nos municípios do Pantanal: Anastácio, Aquidauana, Miranda, Corumbá e Ladário, há uma grande infraestrutura para atender as mais diversas exigências. Por ser uma área muito complexa, a viagem ao Pantanal deve ser muita bem planejada. Existem algumas maneiras de se conhecer o Pantanal, como:
– Cruzar parte do Pantanal de barco ou barco hotel: existem diversas agências e operadoras que oferecem este serviço. Para quem gosta de pesca, existem excursões especializadas em pesca.
– Hospedar-se em uma pousada pantaneira ou em uma das cidades e, a partir desta, fazer passeios de barco, jipe, cavalo e a pé. Algumas delas estão em regiões bem remotas do Pantanal, onde o translado é feito de avião mono-motor ou de barco.
Janeiro e Fevereiro: Período das cheias onde os passeios de barco são o ponto forte para contemplar toda a flora pantaneira e admirar belas paisagens.
Março e Abril: Período das cheias, rico em flora, principalmente plantas aquáticas, belas paisagens, concentração de mamíferos, início da chegada das aves, clima quente no fim do dia, dias longos, chuvas.
Maio, Junho e Julho: Período da vazante (transição da “cheia” para a “seca”). Época muito rica em aves, principalmente o Colheireiro. Répteis e pequenos jacarés. Noites mais frias e dias secos.
Agosto e Setembro: Período de nascimento dos filhotes nos ninhais, rios bem mais secos, cores lilás e rosa nos Ipês, período bom para pesca, sem chuvas, vegetação seca, muitos répteis, mudanças bruscas de temperatura.
Outubro, Novembro e Dezembro: Preparação da saída das aves do ninhal, concentração de pequenas aves, rios e vegetações secas, clima quente, flores nos aguapés e um belíssimo pôr do sol.
Ecoturismo: É um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.
Potencialidade da Oferta: Flora e fauna pantaneira, Salinas, rios, diversidade de peixes, dentre outros.
Diferencial Turístico da Região: Pantanal – Maior Área Alagável do Mundo – Patrimônio da Humanidade (UNESCO).
Turismo Cultural: compreende as atividades turísticas relacionadas à vivência do conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos culturais, valorizando e promovendo os bens culturais materiais e imateriais.
Potencialidade da Oferta: Casario do Porto, Museu de História do Pantanal, Artesanato, Edificações Antigas, Festas e Eventos culturais.
Diferencial Turístico da Região: Casario do Porto e Museus.
Turismo de Estudos e Intercâmbio: Constitui-se da movimentação turística gerada por atividades e programas de aprendizagem e vivências para fins de qualificação, ampliação de conhecimento e de desenvolvimento pessoal e profissional.
Potencialidade da Oferta: As Universidade e Faculdades de Corumbá e Aquidauana, com seus cursos de graduação e mestrado e visitas de estudo nas mineradoras, Embrapa Pantanal, Projeto Arara Azul, Projeto Gadonça,
Diferencial Turístico da Região: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Mineradoras e a Criação do Geoparque Pantanal Bonito.
Turismo de Pesca Esportiva: Compreende as atividades turísticas decorrentes da prática da pesca amadora.
Potencialidade da Oferta: Pesca esportiva no Pantanal sul-mato-grossense.
Diferencial Turístico da Região: Rio Paraguai e seus afluentes da região pantaneira.
A bacia do Paraguai é muito rica em número e diversidade de peixes (cerca de 230 espécies), considerada lugar privilegiado por pescadores e estudiosos desse grupo de animais. Nessa bacia se encontram inúmeras espécies classificadas como “nobres” na pesca esportiva, outras de grande interesse para os aquarofilistas como espécies ornamentais, e outras ainda, que pelo interesse e raridade do ponto de vista científico, vêm merecendo estudos e pesquisas detalhadas. A indústria da pesca no Pantanal representa papel importante na economia da região e, para as populações locais o peixe é, sem dúvida, alimento de primeira necessidade.
Alguns peixes que ocorrem no Pantanal e suas características:
1-Nome popular: Bagre
Descrição: Muito apreciado pela carne saborosa, o bagre chega a pesar dois quilos e não ultrapassa 30 cm. Possui nadadeiras dorsais e é desprovido de espinhos de sustentação. Seus ferrões podem provocar ferimentos sérios, motivo pelo qual não se pode pegá-lo com as mãos desprotegidas.
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: remansos em geral, gostam de águas barrentase;são peixes que têm dificuldade em nadar livremente e procuram as margens dos rios onde se abrigam em buracos ou no meio de plantas
2-Nome popular: Barbado
Descrição: É um peixe de couro liso de coloração cinza-claro. O peso médio dos peixes comumente pescados no Pantanal gira em torno da faixa dos 3 a 5 kg. Podendo, chegar a pesar até 12 quilos, não ultrapassando 1,20 m. Uma característica interessante da morfologia do barbado são os seus barbilhões compridos em forma de fita, que têm função tátil e inspiraram o nome popular do peixe. Briga muito quando é fisgado o anzol, já que possui muito mais força do que a cachara ou o pintado.
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: remansos e cursos dos rios
3-Nome popular: Cachara
Descrição: é um peixe muito parecido com o pintado. A característica de mais fácil diagnose é o padrão zebrado de listras, e as barbatanas e rabo ligeiramente avermelhados. É de couro e atinge mais de 1,20m de cumprimento
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: remansos e cursos dos rios.
4– Nome popular: Curimbatá
Descrição: são peixes que podem atingir no máximo 8 kg e pouco menos de 1 metro de comprimento, sendo a média dos peixes capturados em torno de 1 a 3 kg. Sua carne revela um gostinho de terra bastante característico da espécie. Daí ser conhecida em outras regiões do Brasil com papaterra.
Regime alimentar: alimentam-se da lama acumulada no fundo, rica em restos de animais e plantas, bem como de diferentes tipos de organismos que ali vivem.
Ambientes preferidos: remansos e cursos dos rios.
5– Nome popular: Dourado
Descrição: É um dos maiores peixes de escamas de água doce. Chega a atingir 1,60 m e pesar 20 quilos. A boca grande é provida de dentes afiados.Possui coloração dourada, com uma mancha na cauda e pequenas listras escuras paralelas em todo o corpo. Todo pescador sonha com uma espécie de peixe que não poderá deixar de pescar pelo menos uma vez na vida. O Dourado é sem dúvida um peixe que está no pensamento de inúmeros pescadores. Predador compulsivo, valente e saltador são algumas das características desse peixe, também conhecido por “rei do rio”. A sua pesca é altamente esportiva.
Regime alimentar: são predadores e perseguem as presas ativamente. Investem contra cardumes de peixes pequenos empurrando-os contra as barrancas dos rios para conseguir capturá-los.
Ambientes preferidos: habita águas correntes e sua pesca é fácil, pois é atraído por tudo o que brilha na superfície da água.
6– Nome popular: Jaú
Descrição: sendo Um dos maiores peixes de água doce dos rios sul-americanos, perdendo apenas para o pirarucu e o piratinga Peixe de couro, atinge até dois metros de comprimento, coloração geral é escura no dorso e amarelada no ventre. Têm cabeça muito grande e achatada, perfazendo uma terça parte do comprimento total do corpo. Os barbilhões do focinho são muito longos e os olhos relativamente pequenos e escuros.
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: vivem em rios grandes, em águas profundas, movimentando-se pouco durante o dia.
7– Nome popular: Jurupoca
Descrição: É um peixe de couro, semelhante ao bagre, porém um pouco maior, alcançando mais de 50 cm. Chega a pesar até oito quilos. A coloração geral é cinzento-escura com manchas amarelas mis acentuadas no ventre. A carne é suave, fina e com pouca gordura. Não oferece resistência quando fisgado.
Regime alimentar: ictiófago
Ambientes preferidos: vivem em grupos relativamente grandes, no fundo dos rios, em águas quase paradas, onde encontram organismos variados dos quais se alimentam.
8– Nome popular: Pacú
Descrição: Há várias espécies desses peixes no Pantanal. A mais apreciada é a que possui o dorso preto e a barriga amarela. Esta apresenta o formato de um disco ovalado, com aproximadamente 50 cm de comprimento e chega a pesar 8 quilos. O pacú é muito brigador.
Regime alimentar: alimentam-se de vegetação aquática, de folhas das plantas das margens e de vários tipos de frutos silvestres que caem na água.
Ambientes preferidos: “baías” e cursos dos rios, nadam com muita facilidade contra a correnteza.
9-Nome popular: Pacu-peva
Descrição: Peixe da família do pacú, diferenciado deste por ser menor. Suas escamas são brancas-amareladas e andam quase sempre em cardume. Não passa de 30 cm e pesa no máximo 500 gramas.
Regime alimentar: herbívoro
Ambientes preferidos: “baías” e cursos de rios.
10-Nome popular: Piau/Piavuçu
Descrição: O piau, conhecido no Pantanal com piavuçu. É um peixe de escamas coloridas e não muito grande, pesndo no máximo quatro quilos e medindo 60 cm de comprimento. Adapta-se com facilidade à piscicultura, podendo ser criado em açudes e represas. É muito arisco e qualquer barulho o afasta do local. É um peixe que não se entrega facilmente, proporcionando uma boa briga.
Regime alimentar: onívoro (sua isca predileta é o milho verde)
Ambientes preferidos: habita os cursos de água limpa e corrente.
11-Nome popular: Pintado
Descrição: É um peixe considerado nobre no Pantanal, pois sua carne tem poucos espinhos e é muito saborosa. Chega a atingir 1,5 m e a pesar mais de 40 quilos. É um peixe de couro, com listras pretas transversais e pintas por todo o corpo. Engole a isca de uma vez, tornando fácil sua pescaria no anzol.
Regime alimentar: ao entardecer saem à procura de alimento que consiste em crustáceos e pequenos peixes.
Ambientes preferidos: vivem em rios grandes, preferindo o fundo onde as águas são mais calmas.
12– Nome popular: Piranha
Descrição: É o peixe mais voraz do Pantanal, apresenta o corpo curto e achatado lateralmente, escamas bem pequenas, dorso arqueado e cabeça fortemente protegida por placas ósseas, onde se prendem músculos muito potentes. A mandíbula inferior é mais desenvolvida e proeminente do que a superior, ambas dotadas de dentes afiadíssimos. A coloração é bastante variada, assim como o tamanho.
Regime alimentar: são carnívoras, comem peixes até bem maiores do que elas e outros tipos de animais.
Ambientes preferidos: vivem em rios, lagos e baías, preferindo os lugares fundos e silenciosos e as águas mais quentes. Formam grupos pequenos e permanecem imóveis dentro d’água, atentas, prontas para apanhar as suas presas.
13-Nome popular: Piraputanga
Descrição: Peixe de tamanho médio, podendo atingir mais de 50 cm de comprimento e dificilmente ultrapassa 3 kg. As regiões dorsal e lateral apresentam coloração prateada e a ventral amarelo-esbranquiçada. Todas as nadadeiras têm cor laranja bem avermelhada o que explica o nome indígena piraputanga, que significa peixe vermelho. Sua carne amarelada é saborosa. É um peixe muito bonito e altamente esportivo.
Regime alimentar: sua alimentação é variada, mas parecem preferir vegetais entre os quais pequenos cocos e outras frutinhas.
14-Nome popular: Traíra
Descrição: Têm o corpo cilíndrico, ligeiramente comprimido lateralmente e a cabeça um pouco achatada, com a mandíbula inferior saliente. A coloraçao geral do corpo é pardo-escura, mais clara no ventre. Têm uma enorme resistência física e suportam diferenças muito grandes de temperatura.
Regime alimentar: são carnívoras, muito agressivas e se alimentam de lambaris e de outros peixes pequenos.
Ambientes preferidos: vivem em águas paradas, principalmente de lagoas, preferindo os lugares lamacentos, de pouca profundidade, cobertos por plantas. Vão para os rios quando estes extravasam e se comunicam com as lagoas.
Turismo de Aventura: Compreende os movimentos turísticos decorrentes da prática de atividades de aventura de caráter recreativo e não competitivo.
Potencialidade da Oferta: Possibilidade de escalada, bike, trekking, acampamentos, focagem noturna de animais, dentre outros
Diferencial Turístico da Região: Geologia da Região, Estrada Parque, pousadas pantaneiras.
Turismo de Negócios e Eventos: Compreende o conjunto de atividades turísticas decorrentes dos encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social.
Potencialidade da Oferta: Festival América do Sul, Festas populares, como Carnaval, Banho de São João, exposições agropecuarias, festival do homem pantaneiro dentre outros.
Diferencial Turístico da Região: Festival América do Sul
Atrativos
Pousadas Pantaneiras: Contemplação de fauna e flora, safári fotográfico, cavalgadas, pesca esportiva, culinária pantaneira, roda de viola, trilhas, focagem noturna, são atividades atraentes encontradas nas pousadas pantaneiras.
Passeios de Chalana Além da atividade rural e do contato com a vida no campo, as fazendas turísticas oferecem atrativos ecológicos, como o passeio de chalana (tipo de embarcação para passageiros) pelos rios da região.
Nos rios da região, é possível observar diversas aves, além de animais como jacarés, ariranhas, lontras, cervos e famílias inteiras de capivaras. Alguns animais, que ficam em cima de árvores ou em lugares mais afastados podem ser vistos com a ajuda de binóculos.
Para os amantes de uma boa pescaria, o passeio de chalana também proporciona a pesca de espécies variadas de peixes. Uma das espécies mais encontradas nos rios pantaneiros é o pintado.
Observação de Aves: Um atrativo natural que também chama a atenção dos visitantes é a observação de aves típicas do bioma. Centenas de tuiuiús (ave que virou símbolo do Pantanal) e pescadores tentam pegar peixes nos rios e pequenas lagoas das propriedades. Araras, tucanos e papagaios também podem ser vistos fazendo ninhos nas árvores.
Focagem Noturna: Já para os turistas que gostam de encarar uma aventura, os safáris noturnos são uma ótima opção. O passeio, que dura aproximadamente duas horas, permite a observação de animais como lobinhos, jaguatiricas, antas, jacarés corujas e até onças pintadas.
O safári é feito em carros especiais, com bancos ao ar livre e de alturas alternadas. Equipados com lanternas, os turistas conseguem achar os animais ao focarem a luz na mata nativa, pois a luz forte das lanternas reflete aos olhos dos animais e eles começam a brilhar no escuro.
Lagoas Salinas: podem ser encontradas no Pantanal da Nhecolândia.
Vôos Panorâmicos: partem de Corumbá e são comercializados por agências locais.
Região noroeste de Mato Grosso do Sul, fronteira com a Bolívia.
Meios de Acesso
Rodoviário: Empresas Andorinha e Cruzeiro do Sul
A via de acesso é a BR 262
Ao adquirir um produto ou serviço turístico, peça sempre o contrato de prestação de serviços. Leia-o atentamente para certificar-se de que todas as cláusulas nele estabelecidas estão claras e para maior segurança, verifique se a empresa está cadastrada junto ao Ministério do Turismo: www.cadastur.turismo.gov.br | Clique em acessar sistema – Entrar como visitante – Consultar – Depois Indique o Estado – Cidade – Atividades a Pesquisar.
Só assine o contrato se estiver de acordo com tudo o que nele está estabelecido. Isso vale para todos: agências de viagens, transportadoras turísticas, meios de hospedagem, organizadores de eventos e guias de turismo.
Viagens e excursões devem sempre ser organizadas e operadas por agências devidamente cadastradas. E é obrigatório o acompanhamento de um profissional – o guia de turismo, devidamente formado e também credenciado junto ao Ministério do Turismo.
O Guia de Turismo tem a obrigação de portar o crachá de identificação expedido pelo Ministério, em lugar visível, para que o turista possa identificar o seu nome, os idiomas que fala a categoria em que está cadastrado e o prazo de validade de sua credencial.
A agência ou operadora deve cumprir a oferta publicitária (quando houver). Neste caso, guarde sempre todo o material promocional ou recorte de jornal que foram utilizados para promover a sua viagem ou excursão. Ele pode ser muito importante no caso de uma eventual reclamação ou ação contra a empresa.
Caso tenha deixado para finalizar seu roteiro no destino visitado, procure os Centros de Atendimento ao Turista.
Ao ser abordado por prestadores de serviços turísticos e se sentir pressionado ou molestado, procure:
– Delegacia de Proteção ao Turista: (067) 3368 6144
– Delegacia Virtual: www.pc.ms.gov.br
– Procon Mato Grosso do Sul: Telefone: 151
– AGEPAN – Agência Reguladora de Transportes – MS:
www.agepan.ms.gov.br / 0800 600 05 06.
Vacinação
É aconselhável vacinar-se contra a febre amarela 10 dias antes da viagem ao Pantanal.
As vacinas são fornecidas gratuitamente pela Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, nos Aeroportos (Guarulhos, Congonhas – SP, Campo Grande – MS, Rodoviária em Corumbá – MS) em postos de vacinação e nas divisas dos Estados de MT e MS.
O que trazer
Máquinas fotográficas, binóculos, mochilas pequenas, protetor solar, repelente de insetos, capa de chuva, calças compridas para passeios a cavalo, chapéus ou bonés, botas ou tênis, e roupas confortáveis para caminhadas e agasalhos para não ser surpreendido por uma queda brusca de temperatura.
Temperatura
Em Média: 30 ºC no verão e10° C no Inverno
Clima: Tropical semi-úmido (típico do pantanal)
Na região as estações do ano são bem definidas; isto é: no verão o clima costuma ser bem quente e no inverno muito frio.
Pesca Esportiva
É obrigatório estar munido de Autorização Ambiental para a prática dessa atividade, cujo formulário está disponível nas agencias do Banco do Brasil no Estado, ou podem ser obtidos via internet através do site: www.imasul.ms.gov.br
Para a realização dos mergulhos autônomos é obrigatório ter curso de mergulho.
Cuidados
Com a exposição ao sol, que pode causar insolação, andar nas trilhas e passeios somente acompanhado de guia local. Evitar tomar água dos rios, córregos e lagoas; não alimentar os animais e/ou aproximar-se muito deles. Certa distância é sempre recomendável em se tratando de animais selvagens, pois eventualmente eles podem representar perigo.
Recomendações: Passeios, em sua maioria são seguros até para as crianças, exceto as de colo e, em alguns casos, para visitantes com limitações físicas. Compras na Bolívia: cota de 300,00 dólares.
Área de especial interesse turístico*
Até abertura da BR-262 nos anos 80 essa estrada era o único acesso por terra à fronteira com a Bolívia e a essa região, que os indígenas denominaram “Xaraés”. Seu traçado seguiu a linha imaginária definida pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, para implantação da sua linha telegráfica. A velha estrada boiadeira corta os pantanais do Abobral e da Nhecolândia.
A Estrada Parque Pantanal possui uma extensão de 116 quilômetros aproximadamente, foi construída sobre aterros que variam de 1 a 3 metros, numa tentativa de garantir o tráfego em qualquer época do ano, porém esse objetivo não foi completamente alcançado, pois nas cheias mais intensas a estrada é invadida pela égua em vários pontos.
É através dela que se realiza o escoamento da produção pecuária de várias fazendas do Pantanal. Durante o percurso, em dias de leilão de gado, chega-se a contar até 200 caminhões boiadeiros. Pode-se também ter a possibilidade de atravessar uma comitiva, observando a habilidade dos vaqueiros pantaneiros na condução do gado, essas viagens podem durar algumas horas ou até mesmo dias.
Uma de suas maiores atrações é a facilidade de se observar vários elementos da fauna terrestre pantaneira, em seu habitat original. Como a Estrada Parque atravessa diferentes pantanais, com características variadas, a fauna ao longo do trajeto também é bastante e rica.
O primeiro trecho, entre o Lampião Aceso e o inicio da subida da serra, é margeado pôr pastos e várias construções. Neste percurso, a observação de fauna é mais difícil, pois a presença humana é intensa e tende a afugentar os animais.
Logo após este trecho, já na subida da serra, a vegetação de entorno se transforma em um complexo de matas semidecíduas, onde a observação de primatas como o Bugio (Alouata fusca clametams) e o macaco prego se tornam mais fácil. Procurando, pode-se encontrar grandes bandos de macacos, forrageando ou se movimentando pelas copas das árvores. Aves também são constantes nesta faixa, e encontrar tucanos, papagaios, maritacas, gralhas, araçaris só depende de calma e atenção.
Logo que a Estrada Parque Pantanal inicia seu percurso em solo pantaneiro, após a descida da serra, as chances de observação de aves aumentam consideravelmente. Tuiuiús, garças, socós, cabeças secas e biguás começam a aparecer e compor um mosaico de seres alados com os canários, cardeais, bem-te-vis, João de barros, cardeais, e inúmeras outras espécies.
Animais selvagens são abundantes no Pantanal, e ao longo da Estrada observam-se várias espécies. No trecho de morraria, a observação de macacos, roedores silvestres (cutias e pacas) e porcos do mato (queixadas e caititus) é possível, todavia difícil.
O trecho compreendido entre o trevo de Albuquerque e o Porto da Manga oferece boas condições de observações de capivaras, jacarés e até animais mais raros como as iraras, as lontras e até tamanduás e onças pardas. Na ponte do córrego Sará é possível, com alguma sorte, contemplar as lontras nadando e se alimentando à vontade. Lontras são animais raros de se observar. Mutuns, arancuãs e jacutingas, aves raras da fauna brasileira, também podem ser visualizadas com certa facilidade neste trecho.
Após a travessia da balsa, no Porto da Manga, rumo a Curva do Leque, a Estrada Parque Pantanal atravessa uma região extremamente rica em capivaras e jacarés. É comum observar estes animais no meio da pista, bem como uma enorme quantidade deles ao lado e ao longo da estrada. Dirigir com cuidado e devagar neste trecho é a regra. Cervos do Pantanal também são muito comuns nesta área, e o observador mais atento vai encontrar vários indivíduos no trecho balsa-Curva do Leque. Os Cervos são os maiores veados existentes no Brasil, e o Pantanal abriga a maior população selvagem destes belíssimos animais. Calmos e curiosos, os cervos deixarão se fotografar de perto, se o observador agir com o devido respeito e tranqüilidade.
Ainda no trecho balsa-Curva do Leque, é possível encontrar algum grupo de ariranhas, pois na região oferece condições ideais para esta espécie. Ariranhas são animais que vivem sempre próximos a corpos d’águas, e quando em atividade, perfazem um espetáculo único e belo para se contemplar.
Emas são habitantes desta área e na época da seca é possível observar grupos próximos à Estrada Parque Pantanal, às vezes até caminhando na pista.
O trecho que vai da Curva do Leque ao Buraco das Piranhas atravessa uma área de alta inundação sob influência dos rios Negros, Abobral e Miranda. Aqui, a presença de aves semi-aquáticas, como o tuiuiú, as garças e vários outros é muito comum. Araras, tucanos, papagaios, maritacas e periquitos são muito abundantes. Capivaras, jacarés e até lontras e iraras são comumente observados neste trecho.
Observe as árvores atentamente, aí se movimenta inúmeras espécies de rara beleza como os tucanos, que proliferam nesta região, as araras, coloridas e gritantes, gaviões de diferentes espécies, e toda sorte de aves semi-aquáticas como as garças, tuiuiús, bugias, biguatingas, manguris, cabeças secas e o carão com seu canto triste.
Este é o cenário que se tem ao longo dessa estrada que é uma Área de Especial Interesse Turístico, criada pelo Governo do Estado do Mato Grosso do Sul por meio do Decreto N° 7.122/93 de 17.03.1993. Compreende trechos da MS-184 e da MS-228, nos municípios de Miranda, Corumbá e Ladário, e tem área de cerca de 6.800 ha., dos quais 85% no município de Corumbá.
Apesar de não pertencer a uma categoria de Unidade de Conservação prevista na Lei 9.985/00 (SNUC), a Estrada-Parque Pantanal foi criada no intuito de conservar a biodiversidade e promover o ecoturismo no Estado.
* Fontes: SEMAC / MS 2007, Fundação de Turismo do Pantanal, Sistema de Informações e Estatísticas/FUNDTUR
